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Reginaldo Marinho

/\/\/\/\/\”As estruturas são a materialização das forças que atuam em um projeto.” Pier Luigi Nervi /\/\/\/\/\

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O Norte/Crea

O NORTE
João Pessoa , domingo, 10 de agosto de 2003
  
MODULOS COM RESINAS PLÁSTICAS
Invenção made in Paraíba
 
Pesquisador paraibano cria projeto com uso de resinas plásticas e já recebeu prêmio durante exposição na cidade de Genebra, na Suiça
Alexsandra Tavares
Repórter
alexsandra@jornalonorte.com.br
Já imaginou entrar em um edifício onde a estrutura, alvenaria, e cobertura do teto fogem totalmente do convencional? Parece coisa de filme futurista, mas, essas são algumas características de um projeto de Engenharia Civil criado pelo pesquisador paraibano Reginaldo Marinho.

Composto por módulos de resinas plásticas, o “Sistema de Construção Autoportante”, como é denominado, foi criado para preencher grandes espaços vazios como galpões, centros esportivos, áreas de convenções, angares, armazéns e outras construções que demandem ausência de colunas interiores.

Os curiosos poderão ver a construção de material plástico no stand do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura e Agronomia (Crea), localizado na feira de Construção Civil que foi aberta ao público na última sexta-feira no Espaço Cultural José Lins do Rego.

Segundo Marinho, o trabalho é totalmente inédito no mundo. Já foi exposto no Brasil e exterior e ganhou medalha de ouro em uma exposição de criações tecnológicas em Genebra. “Inicialmente, a idéia surgiu para suprir o déficit de armazenagem de grãos existente no Brasil”, explicou Reginaldo, acrescentando que o país possui um saldo negativo de 20 milhões de toneladas de grãos em armazenagem.

O pesquisador garante que o material é bastante resistente e o custo é competitivo se for usado comercialmente. Nele pode-se colocar, ainda, placas fotovoltaicas que têm a função de converter energia luminosa em energia elétrica.
E MAIS
Quando indagado sobre a possibilidade de se usar o Sistema Autoportante em edificações menores como casas populares, Marinho não descarta a possibilidade. “Com os módulos pode-se fazer, também, esse tipo de residência, inclusive usando plástico reciclado, diminuindo os gastos”, declara. Na feira de Engenharia Civil do Espaço Cultural há trabalhos de pesquisadores de vários estados brasileiros. O evento tem o apoio do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon), Crea e Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea).
Rotina marcada por pesquisas
Como já se pode comprovar ao longo da história, todo ser humano que se dedica à pesquisa e concebe curiosas criações vive uma rotina diferente e particular. Assim também é a vida de Reginaldo Marinho.

Anos atrás tentou cursar Engenharia Civil, Comunicação Social e Arquitetura, no entanto, não concluiu nenhum deles porque não encontrou o feedback desejado. “Adorava os cursos, principalmente Comunicação que estudei na UFPB, mas, a Universidade não preencheu os meus anseios na área da pesquisa”, declarou. Reginaldo afirma que todo inventor é muito inquieto e não vê necessidade de um diploma para desenvolver seus projetos. “Sou um pesquisador independente, realizo meus trabalhos com recursos próprios”, diz.

Sua inquietude pode ser comprovada quando se tenta saber onde ele reside. Quando se pergunta se o paraibano vive atualmente na Capital, a resposta sai num tom de brincadeira. “Aqui e em outros lugares”.
Nem sempre, porém, o pesquisador, teve uma vida tão independente. Já trabalhou como jornalista e repórter fotográfico em empresas como a Estúdio, em Brasília. “Gosto muito da área de Comunicação Social”, justifica.

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